Todas as Chanels são chiques, mas o grande marco é o modelo 2.55. Voltemos 54 anos atrás na história. Coco Chanel é a maior estilista de todos os tempos. Entre suas realizações fashion, está o mérito de liberar as mãos das mulheres do trabalho de carregar suas bolsas.
Inspirada nos uniformes dos soldados, Chanel inventou a bolsa a tiracolo. A primeira versão é de 1929, mas só em fevereiro de 1955 - daí o nome 2.55 – ela criou a definitiva: um retângulo de 15 x 24 x 7.5 cm, preso a uma alça de corrente dourada, às vezes entrelaçada a tiras de couro. Era feita de pelica para o dia-a-dia e de seda para a noite. Outras características da bolsa que, desde então, virou hit, são o matelassê, costura em forma de losango, um espaço para encaixar o batom e o bolso fechado a zíper, que era, romanticamente, para guardar cartas de amor.
A popularidade da 2.55 só cresceu. O seu design compacto e muito esperto guardava tudo que uma mulher precisava. Hoje, a bolsa 2.55 é feita em pelo menos três tamanhos. O preço varia de 2 mil e 30 mil euros, para as edições limitadas. Em 2005, ao comemorar 50 anos, uma nova versão do modelo, quase idêntico, foi criado com pequenas adaptações modernosas, como por exemplo, o shape menos rígido e o abotoamento com dois CCs. É chamado Classic Flap.
Nos anos 80, a Chanel 2.55 virou símbolo mor de status. Era a bolsa favorita das primeiras damas. Para o bem e para o mal, até Roseane Collor aderiu. A bolsa ganhou as ruas e viu sua aura de glamour cair pela calçada quando as prostitutas do mundo a adotaram como símbolo de “sou-família e chique!” Nos anos 90, a era da supervalorização dos acessórios estava começando… vieram as mochilas da Prada, as baguettes da Fendi, as Balenciagas e Givenchys. Mas ai… o tempo passou… e, no último ano, ter a bolsa mais moderna da hora, trocar de bolsa quatro vezes por ano… ficou cafona, supérfluo e irreal. As filhas e netas fashion passaram a vasculhar os armários das matriarcas e, de repente, a Chanel 2.55 começou a despontar novamente. Com ela, mais uma vez, a gente se sente seguro e se sente chique sem ser deslumbrado.
Anette Magalhães

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